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Padilha e PF reagem a fakenews

Defesa jurídica aponta falsidade em reportagem sobre suposto financiamento e aponta uso de inteligência artificial em áudio.

10/10/2026 às 18:49
Por: Redação

A Advocacia-Geral da União (AGU), representando o ministro da Saúde Alexandre Padilha, enviou uma notificação extrajudicial à revista Veja (editora Abril) nesta sexta-feira (9), exigindo a veiculação de direito de resposta em virtude de uma reportagem assinada por Robson Bonin que aborda um suposto depoimento de Daniel Vorcaro com menções ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

O procedimento judicial aponta o teor inverídico da publicação veiculada nas vésperas do segundo turno eleitoral.

 

A corporação policial emitiu esclarecimento oficial desmentindo a premissa da reportagem.

 

A Polícia Federal esclarece, em relação à reportagem intitulada ‘Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo’, publicada pela revista Veja, nesta sexta-feira (9/10), que Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito

 

O documento enviado à publicação jornalística aponta que as tentativas de vincular o chefe do Executivo federal e o titular da Pasta da Saúde a repasses financeiros possuem teor inverídico, são nulas do ponto de vista jurídico e desprovidas de embasamento probatório, conforme atestam manifestações emanadas por instâncias estatais oficiais.

 

A notificação reúne manifestações formais da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da União e da própria defesa técnica do ex-banqueiro, elementos que desmontam a narrativa divulgada pela publicação impressa.

 

Declarações da defesa e apuração sobre áudio

 

Em contato com a Agência Brasil, o advogado Daniel Bialski, que defende o ex-banqueiro, declarou desconhecer a existência do referido financiamento.

 

O representante legal explicou que não integrava a equipe de defesa de Vorcaro no período em que as tratativas de colaboração foram apresentadas, mas assegurou a inexistência de depoimentos recentes perante a Polícia Federal ou demais instâncias abordando o tema.

 

Bialski acrescentou que jamais teve acesso a papéis comprobatórios referentes ao suposto patrocínio e assinalou que o cliente nunca tratou do assunto com ele.

 

Paralelamente, o coletivo Prerrogativas, integrado por operadores do direito de matiz progressista, protocolou pedido junto à Polícia Federal para a realização de perícia técnica em uma gravação de áudio divulgada pela revista Veja a 16 dias do segundo turno da disputa presidencial, material no qual o ex-banqueiro supostamente compromete o presidente Lula.

 

O grupo jurídico destacou em comunicado a existência de indícios de adulteração no registro sonoro mediante técnicas de montagem de trechos ou emprego de inteligência artificial, com o propósito deliberado de influenciar o resultado da eleição presidencial.

 

O Prerrogativas pontuou que o material carece de elementos fundamentais de contexto, a exemplo de data, local e circunstâncias da captação.

 

A entidade informou ainda às autoridades policiais ter recebido indicativos de que a mídia não apresenta autenticidade ou integridade, tendo sido gerada por meio da concatenação de recortes obtidos em cenários distintos ou mediante síntese vocal.

 

Por fim, o coletivo advertiu que, caso a fraude ou a utilização de voz sintetizada sejam comprovadas, os responsáveis deverão responder judicialmente por ilícitos processuais e infrações eleitorais decorrentes da propagação intencional de desinformação.

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