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Vacina contra bronquiolite é aplicada em Mato Grosso do Sul

Iniciativa atende bebês prematuros e crianças com comorbidades, ampliando a proteção contra o VSR.

03/02/2026 às 10:34
Por: Redação

Mato Grosso do Sul deu início à aplicação de um anticorpo monoclonal destinado a proteger bebês prematuros e crianças com comorbidades contra o vírus sincicial respiratório (VSR), causador de bronquiolite. A medida começou na segunda-feira (2) com as primeiras doses sendo administradas na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande. A estratégia faz parte dos esforços do Governo do Estado e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para assegurar a saúde dos recém-nascidos mais vulneráveis.

 

População-alvo e especificações

O nirsevimabe, anticorpo monoclonal utilizado, é direcionado a bebês nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação. Crianças com comorbidades, como cardiopatias congênitas, síndrome de Down e fibrose cística, também são elegíveis, segundo critérios do Ministério da Saúde. Estas condições necessitam de proteção contra infecções graves provocadas pelo VSR.

 

Estratégia de dosagem e metas

Bebês prematuros recebem uma dose única do imunizante. Já para crianças com comorbidades, são administradas duas doses em diferentes períodos sazonais. A estratégia visa diminuir as hospitalizações por bronquiolite, especialmente nos meses em que o vírus tem maior circulação.

 

Integração ao sistema público

A incorporação do nirsevimabe ao Sistema Único de Saúde (SUS) representa uma etapa significativa para a saúde neonatal no estado. A técnica de imunização da SES, Maristela Chamorro, ressaltou a importância do imunizante, que passou a ser ofertado continuamente dentro dos critérios do Ministério da Saúde.

 

Logística de distribuição

O Sistema E-Crie, uma plataforma da SES, é responsável por organizar a distribuição do imunizante nos 79 municípios do Mato Grosso do Sul. A medida inclui um resgate vacinal autorizado pelo Ministério da Saúde para crianças nascidas a partir de agosto de 2025.

 

Administração em unidades especializadas

Na Maternidade Cândido Mariano, as doses são aplicadas semanalmente nas quintas-feiras nas UTIs neonatais. Keila Lacerda, coordenadora de imunização, destaca que anteriormente o imunizante estava disponível apenas na rede privada. A iniciativa é esperada para reduzir significativamente as hospitalizações devido à bronquiolite, que aumentaram nos últimos anos.

 

Proteção ao lado do cuidado pré-natal

A diretora técnica Karina Zucarelli reforça que a nova estratégia complementa a vacinação aplicada em gestantes a partir da 28ª semana de gestação. Isso oferece proteção ao feto e ao recém-nascido, melhorando as defesas contra o vírus.

 

Impacto social e acesso facilitado

A bebê Melina, que nasceu prematura, é um exemplo de quem se beneficiou da vacinação. Sua mãe, Paula Rodrigues, aponta a segurança que o imunizante traz para a família, especialmente por ser disponibilizado gratuitamente pelo SUS, já que seus preços variam de 1.500 a 3.500 reais na rede privada.

 

Como proceder para receber a vacina

Em Campo Grande, o acesso à vacina é coordenado pela Sesau, com instruções e agendamentos sendo realizados via telefone. A aplicação ocorre nas unidades de saúde dos bairros designados e em maternidades específicas para bebês internados. Nos outros municípios, as famílias devem se dirigir às unidades básicas de saúde locais.

 

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