A Polícia Militar, em rondas pela Rua 12 de Outubro, na Vila Áurea, em Ponta Porã, visualizou um veículo da marca Peugeot transitando em alta velocidade e com vidros de baixa visibilidade. Diante da suspeita, a equipe realizou o acompanhamento tático e deu ordem de parada ao condutor, por volta das 16h03 de 25 de abril de 2026.
Do veículo desembarcaram três indivíduos: o condutor e dois passageiros. Desde o início da abordagem, o motorista recusou-se a acatar as ordens do comandante da viatura. Durante a revista pessoal, ele permaneceu em resistência, afirmando que não permitiria que manuseassem seu aparelho celular.
“Não seria oprimido”
Indagados sobre suas identidades e o motivo da viagem, os três indivíduos relataram ser moradores de Curitiba e naturais de Araucária/PR, afirmando que estavam em Ponta Porã para realizar compras, embora não soubessem especificar quais produtos pretendiam adquirir.
O condutor continuou a não cooperar, alterando o tom de voz, desacatando e desobedecendo a equipe policial. Ele alegou que:
“havia câmeras por todo lugar”
“a situação não ficaria assim”
E que acionaria um advogado.
Diante da inconsistência dos relatos e do comportamento hostil, o motorista recebeu voz de prisão por desacato e desobediência, sendo necessário o uso de algemas para resguardar a integridade física do detido e da equipe. Os outros dois indivíduos foram conduzidos para averiguação de identidade na Delegacia de Polícia de Ponta Porã.
Na unidade policial, foi realizada busca minuciosa no veículo, sendo localizada sob o banco uma substância análoga à maconha. Após pesagem, a substância somou o peso de 57 gramas. Questionado sobre a propriedade do ilícito, o condutor assumiu ser o dono da substância para uso pessoal.
Em checagem administrativa, constatou-se que o veículo possui restrição de circulação por licenciamento atrasado. Por determinação do delegado plantonista, o veículo foi apreendido.
Os envolvidos foram entregues à autoridade policial para os procedimentos cabíveis, sem lesões, sendo o uso de algemas necessário apenas no condutor. O detido solicitou a comunicação de sua prisão a uma advogada, porém não soube informar o número de telefone, o que impediu o contato imediato. Familiares do autor foram contatados pelas testemunhas do Boletim de Ocorrência.