Um homem de 67 anos procurou a Unidade Policial em Ponta Porã na manhã de 27 de abril de 2026, por volta das 08h20, para relatar agressões e ameaças por parte de sua ex-companheira, após o término de um relacionamento que durou cerca de um mês e meio.
De acordo com o relato da vítima, o relacionamento havia terminado aproximadamente duas semanas antes devido a agressões físicas e verbais desferidas pela mulher. Apesar do rompimento, ambos mantinham contato eventual.
Recentemente, a ex-companheira solicitou um encontro no Residencial II para conversarem sobre uma possível reconciliação, onde prometeu mudar seu comportamento. Ao decidir ir embora, o homem pediu repetidamente que ela fechasse o cadeado do portão, mas diante da recusa, ele saiu, deixando o cadeado apenas encostado.
Ao chegar em sua residência, por volta das 23h, a vítima começou a receber mensagens ofensivas, nas quais era insultado e ameaçado por não ter trancado o cadeado. A ex-companheira afirmou que atearia fogo na loja da vítima, localizada no Paraguai.
Temendo pela integridade de seu patrimônio, o homem deslocou-se imediatamente até o estabelecimento, onde encontrou a autora. No local, ela iniciou novas agressões físicas e verbais. A vítima afirma ter agido apenas de forma defensiva.
Durante o embate, a mulher subtraiu a chave da loja do interior do veículo da vítima, sem consentimento, declarando:
o que eu queria está aqui
Ela permaneceu rondando o estabelecimento em tom ameaçador e, posteriormente, evadiu-se do local levando a chave.
Ao retornar para casa, o homem recebeu novas mensagens de texto em que a ex-companheira prometia “acabar com sua vida” e afirmava que registraria um boletim de ocorrência acusando-o falsamente de agressão. A vítima esclareceu que a autora faz uso de medicação controlada para tratamento de ansiedade e depressão.
O registro foi lavrado para as medidas legais cabíveis na 2ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã.